Conhecido por unir o trabalho na Polícia Militar a uma bem-humorada presença nas redes sociais, o sargento Jota Costa usou recentemente seu perfil no Instagram (@sgt_jotacosta) para relatar uma situação preocupante que envolve um adolescente de 13 anos. O caso rapidamente ganhou repercussão e levantou uma importante alerta sobre os riscos do uso não monitorado da internet por menores de idade.
O episódio ocorreu na área de atuação do 7º Batalhão da PM, em Guaraí, onde o sargento atua. De acordo com o militar, que ficou popular pelo bordão “patuvê” e vídeos compartilhados nas redes, ele vinha recebendo comentários ofensivos de um perfil em diversas publicações. O tom mudou quando uma das mensagens dizia explicitamente: “vai morrer”.
Preocupado com a seriedade da ameaça, Jota decidiu investigar a origem da conta e descobriu que se tratava de um adolescente da cidade. Em vez de acionar imediatamente os canais legais, o sargento optou por uma abordagem educativa: foi até a residência do jovem e conversou com os pais.
“Não fui lá para punir, mas para alertar. Eles ficaram chocados, não sabiam do comportamento do filho nas redes”, contou em vídeo publicado no Instagram, que já conta com milhares de visualizações.
Durante o relato, o sargento também fez um apelo aos pais e responsáveis: “É fundamental saber o que os filhos estão consumindo e produzindo na internet. Às vezes, os pais acham que estão protegendo seus filhos deixando eles em casa com um celular, mas nem sempre é assim”.
O caso escancara uma realidade cada vez mais presente: crianças e adolescentes acessando as redes sociais sem supervisão e, muitas vezes, reproduzindo comportamentos de ódio e violência online. Para especialistas em segurança digital, episódios como esse reforçam a urgência de políticas públicas e orientações familiares mais efetivas no ambiente virtual.
Embora o tom costumeiramente descontraído de Jota Costa tenha sido deixado de lado nesse episódio, a mensagem passada foi clara: o mundo digital não é um território sem regras, e a responsabilidade sobre o que se publica também deve ser ensinada desde cedo.